DEPRESSÃO PÓS-PARTO PATERNA: É POSSÍVEL?



Atualmente, muita informação circula sobre mães que sofrem de profunda melancolia logo após o nascimento do bebê. Porém, pouco se sabe sobre a depressão pós-parto paterna. Existe a crença de que esse problema seja exclusivo da mulher, mas é preciso esclarecer esse equívoco.


Os homens também sofrem com a depressão pós-parto, que pode começar mesmo durante a gestação, período em que as mudanças assustam a família envolvida com a nova vida que vai chegar.


Vamos entender um pouco mais sobre assunto? Continue a leitura!


O que é a depressão pós-parto (DPP) paterna?

Os cientistas denominam como DPP as incidências de depressão durante o primeiro ano de vida do bebê. Sua ocorrência costuma ser mais comum em pais de primeira viagem, que sentem mais dificuldade em lidar com a nova responsabilidade.


O combate à DPP paterna é muito importante, pois pode prejudicar o desenvolvimento social da criança. Se o pai não está emocionalmente estável, o filho pode apresentar problemas futuros em se relacionar com outras pessoas.


Quais são suas causas?

Quando o filho nasce, é comum que os pais sintam insegurança e ansiedade. Eles se preocupam se vão fazer tudo certo, se vão dar conta da responsabilidade, se o filho vai ser feliz, amá-los, etc. É normal ficar apreensivo com a educação da criança, mas quando essa inquietação foge do controle, pode causar DPP.


A ocorrência da doença na mãe também pode fazer com que o pai sofra com o problema. Com a mulher enfrentando esse mal, o homem passa a ser mais cobrado e a acumular mais responsabilidades e preocupações. Isso pode gerar um efeito dominó, causando depressão nos dois. Entretanto, não significa que, se um tiver a DPP, o outro certamente a terá. Muitas vezes acontecem independentemente.


Outras causas possíveis são o cansaço por conta da falta de sono e das demandas do bebê, problemas pré-existentes de depressão, ansiedade ou estresse, os novos desafios da relação conjugal e a dificuldade de conciliar o trabalho com as obrigações familiares.


Como identificar o problema?

A família precisa estar atenta, pois muitas vezes os sintomas da DPP nos pais passam despercebidos. Isso ocorre porque os indícios são desconhecidos para a maioria das pessoas, e são um pouco diferentes dos sinais da DPP materna.


Existem dois grupos de sintomas: os habituais de qualquer depressão e os específicos da DPP paterna.

Indícios de depressão:

  • Tristeza profunda

  • Pessimismo

  • Culpa

  • Falta de motivação

  • Dificuldade de concentração

  • Memória prejudicada

  • Perda de interesse em atividades prazerosas

  • Mudanças bruscas de humor

  • Perda de apetite

  • Insônia.


Sintomas específicos da depressão pós-parto paterna:

  • Trabalhar demais

  • Desejo inconsciente de se afastar do lar

  • Automedicação excessiva

  • Se ferir

  • Agressividade

  • Atitudes descontroladas ou impulsivas.


Qual o tratamento indicado?

Assim como acontece com os outros tipos de depressão, o tratamento indicado é a combinação dos acompanhamentos psiquiátricos e psicológico. Se o médico achar necessário, serão prescritos medicamentos. Tudo vai depender do grau da doença. As causas serão investigadas e o pai vai receber apoio e orientação para lidar com elas.


É importante ressaltar que quanto antes o problema for identificado, mais rápido e eficaz será o tratamento. Por isso, é preciso procurar os profissionais competentes logo que os sintomas são observados. O apoio e o envolvimento da família também são fundamentais para a recuperação.


Como prevenir a depressão pós-parto paterna?

Sabendo que existe o problema, o melhor mesmo é se prevenir. Uma das formas é o pai acompanhar a mãe desde cedo em todo o processo pré-natal. Quanto mais informações são absorvidas, mais seguros os dois ficam em relação aos cuidados com o bebê. Os grupos de apoio e cursos para pais de primeira viagem também podem ajudar a deixar a família mais tranquila.


A sociedade ainda acredita que o homem tem a obrigação de ser forte e que ele não é vulnerável a certos problemas. Outra crença equivocada é de que eles devem dar pouca ou nenhuma importância a questões mais sentimentais. Combater esse tipo de pensamento obsoleto é fundamental para prevenir essa doença.


Quanto mais nos informamos sobre a depressão pós-parto paterna, melhor. Agora que esse post já esclareceu suas dúvidas sobre o tema, curta a nossa página no Facebook e Instagram e receba mais dicas para papais e mamães de primeira viagem!



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